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	<title>hlegius &#187; developers</title>
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	<description>programação, desenvolvimento, tecnologia e muito o que contar.</description>
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		<title>8++ perguntas para @marcelotoledo</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 16:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hlegius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
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		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
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		<description><![CDATA[O entrevistado da vez é o Marcelo Toledo, atual CTO da Vex &#8211; também conhecido como meu chefe. Ele mantém um blog em http://marcelotoledo.org. 1.&#8221;The early years&#8221;. O meu primeiro computador veio tarde, foi um 386, mas foi o suficiente para me introduzir no mundo dos computadores e me deixar completamente fascinado. Quando comprei meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O entrevistado da vez é o <a href="http://twitter.com/marcelotoledo" target="_blank">Marcelo Toledo</a>, atual CTO da <a href="http://www.vexcorp.com" target="_blank">Vex</a> &#8211; <em>também conhecido como meu chefe</em>. Ele mantém um blog em <a href="http://marcelotoledo.org" target="_blank">http://marcelotoledo.org</a>.</p>
<p><strong>1.&#8221;The early years&#8221;.</strong></p>
<p>O meu primeiro computador veio tarde, foi um 386, mas foi o suficiente para me introduzir no mundo dos computadores e me deixar completamente fascinado. Quando comprei meu primeiro modem foi que a coisa começou a tomar força, acessava as BBSs e quando finalmente a internet apareceu, tive certeza o que queria fazer da minha vida.</p>
<p>Desde cedo comecei nos esportes, durante vários anos fui atleta profissional, nadava duas vezes ao dia, de segunda a sábado. Começava de madrugada, das 5 às 6:30, a tarde, das 4 às 5 tinha preparação física, e das 5 às 7:30 era o treinamento principal na água. Eu nadava em média média 12 a 14km por dia.</p>
<p>Meu primeiro livro foi a história do Kevin Mitnick, não deu outra, ele foi minha maior referencia e inspiração na infância/adolescência, comei a estudar programação, Linux, BSD, montei um grupo hacker, comecei a andar com os melhores hackers do Brasil e além da natação, computador era uma das coisas que eu mais gostava no mundo.</p>
<p>Nunca fui bom aluno, sempre achei um saco a escola e a forma como ensinavam as coisas. Tomava broncas homéricas quando meu boletim chegava. Um dia, para deixar meu pai feliz, larguei a coisa mais importante da minha vida, para mostrar o quanto eu estava empenhado em estudar. Saí da natação e resultado, nada mudou. Só que mais tarde eu entendi que tudo aquilo foi importante para eu ingressar no mundo profissional. Deixei de ser hacker e comecei a entender como o mundo dos negócios funcionava. Mergulhei no software livre, que acabou me abrindo todas as primeiras portas.</p>
<p><strong>2. Totalmente direto quando o assunto é Java. Por quê tamanho desdém por uma das linguagens mais utilizadas no meio corporativo ?</strong></p>
<p>De jeito nenhum, deixei de ser radical ainda novo, acho o Java uma excelente linguagem e plataforma de desenvolvimento, foi responsável por uma expansão brutal do nosso mercado, mas infelizmente em todos os problemas que eu encontro na vida, existe uma solução mais interessante que o java. Você que trabalha comigo aqui na <em>Vex</em>, sabe que temos uma área web, outra de redes, outra de sistemas embarcados e agora teremos aplicativos desktop e mobile e mesmo assim o Java não entra como minha primeira opção em nenhuma delas.</p>
<p><strong>3. Como um bom programador você deve possuir uma linguagem que tenha mais afinidade e como consequência, habilidade. Qual seria e por quê ?</strong></p>
<p>Depois de tantos anos programando, percebo que não existe uma linguagem que te acompanha para o resto da vida como sua melhor linguagem, em cada momento ou fase da minha vida eu tive uma linguagem de programação mais presente, a que até hoje nunca foi superada na minha opinião, o C, mas tem suas aplicações limitadas, obviamente eu não usaria e não uso C para uma serie de aplicações, mas considero uma linguagem pura e eficiente, elegante quando bem utilizada. Em linguagens de script para servidor, gosto muito do Python. Para desenvolvimento web, confesso que o Rails tem roubado os meus holofotes. Programei muito em muitas outras linguagens, de Assembly a Visual Basic ou Delphi, acredite, programei nessas linguagens. Mas teve fase da minha vida que fui apaixonado por Lisp. Também fui apaixonado por C++ e PHP e também programei bastante no quase falecido Pascal.</p>
<p><strong>4. De developer à manager. Você tinha como objetivo este &#8220;desvio&#8221; na carreira ou chegou como uma boa oportunidade ?</strong></p>
<p>Nunca tive a pretensão de ser chefe, mais importante ainda, nunca tive interesse em ser chefe. Sempre fui extremamente técnico, minhas leituras sempre foram regadas a tópicos bem profundos da tecnologia. Por este motivo eu admirava empresas gringas que valorizavam bons engenheiros, eu imaginava que poderia continuar como engenheiro e ainda assim ter um nível salarial comparado a um gerente ou diretor. Mas ei, eu estava no Brasil, a cena de tecnologia era praticamente nula, eu tive que mudar minha mentalidade e subir a escadinha dos cargos, hoje eu sei que as coisas são bem diferentes e hoje já é possível ser um eterno engenheiro com um bom salário, ainda não é fácil, pois são raras as empresas que dão boas condições no Brasil. Mas desde então passei a estudar e aprender este outro mundo, marketing, finanças, vendas, gestão de pessoas, política, etc. Ainda bem que eu tive essa vontade de ser eterno engenheiro e não consegui, assim como várias outras vontades na minha vida que eu não realizei, hoje todas elas são minhas metas de vida, para tornar isso realidade para alguém. Pratico hoje o que eu busco amanhã, meu funcionário ideal é aquele que tem amor incondicional pelo que faz, assim como eu tive e tenho pela tecnologia.</p>
<p><strong>5. Seguindo a nomeclatura do mercado, temos cargos baseados em níveis por, em teoria, conhecimento: Júnior, Pleno e Sênior. Assumindo que você está em busca de um profissional dito sênior, qual seria sua forma ou metodologia para tachar Foolano ou Ciclano adequado ao título ?</strong></p>
<p>Vale lembrar que eu sou totalmente contra as formas tradicionais de organização de recursos humanos, muitas empresas acabam errando ao fazer isso. Falando especificamente de engenharia de sistemas, o conhecimento técnico é sempre um pré-requisito para um sênior, um candidato que se propõe a trabalhar com um determinado assunto e não domina completamente o assunto é eliminado imediatamente. Além disso, o cargo Senior pressupõe que o engenheiro tem muita experiência prática, escreveu centenas de milhares de códigos, passou por dificuldades em diversos tipos de sistemas diferentes. Mas eu ainda assim penso que cada pessoa é única, não pode ser tratada genericamente, já tive gênios na minha equipe que eram completamente loucos e anti-sociais, impossíveis de trabalhar em equipe, uma maçã podre que todos nós sabemos qual destino tem. A história de vida de cada um tem importância, outras aptidões, estilo de vida, equilíbrio e controle emocional também formam um profissional Sênior.</p>
<p><strong>6. Mantendo a linha sob o foco de níveis em cargos, quais seriam as diferenças fundamentais entre um programador pleno e sênior ?</strong></p>
<p>Este é tema para um artigo, mas resumidamente, eu gosto de definir as características para cada um dos cargos, aplicar uma pontuação a cada uma delas e definir os interva-los para os cargos propostos, como você mencionou poderia ser Junior, Pleno e Sênior.</p>
<p>Por exemplo:</p>
<ol>
<li>Formação acadêmica (x pontos)</li>
<li>Linhas de código escrita (y pontos)</li>
<li>Tempo de experiência (z pontos)</li>
<li>&#8230; (n pontos)</li>
</ol>
<ul>
<li>Junior &#8211; 10 pontos</li>
<li>Pleno  &#8211; 20 pontos</li>
<li>Sênior &#8211; 30 pontos</li>
</ul>
<p>Essa metodologia funciona muito bem se muito bem testada e validada, mas como mencionei acima, muitas empresas utilizam algo similar de forma completamente errada. Quantas empresas que conhecemos que definem para um engenheiro de sistema que a formação acadêmica é um pré-requisito? Um detalhe besta que faz com que perca-se pessoas brilhantes. Vale lembrar o que eu já mencionei várias vezes, os melhores programadores que eu conheci na vida não tinham formação acadêmica.</p>
<p><strong>7. Com o &#8220;boom&#8221; das metodologias ágeis, começaram a preocupar-se mais com processos de desenvolvimento de software. O que temos atualmente, porém, são muitas empresas sem processos e metodologias mesmo que primárias para gerenciar a produção (de software). Como gestor, qual sua visão sobre esta falta de processos e qual a solução que você indicaria para uma possível adoção ?</strong></p>
<p>Quando eu comecei a trabalhar não falava-se muito neste assunto, anos mais tarde eu me vi em meio a implantação de ISO 9001 e CMMI. O CMMI é uma das coisas mais radicais que eu vi na vida, impraticável, não se da um peido sem levantar os requisitos, prazo, riscos, conseqüências e pedir permissão e após autorizado registrar em log, relatórios, lições aprendidas, etc. Sou totalmente contra alguém fazer algo do tipo, pelo jeito muitas pessoas são, não foi a toa que surgiu as metodologias ágeis, que se preocupa somente com o que realmente funciona. Meu conselho para este de prática é, aprenda as melhores, utilize somente o que fizer sentido. Não seja radical, pois as vezes a melhor metodologia é não ter metodologia.</p>
<p><strong>8. É comum ler pela rede a seguinte expressão: &#8220;Desenvolva para mudanças&#8221;. Para tal, é fundamental o foco na qualidade do software produzido/mantido. Apesar de óbvio, não é isto que realmente acontece. A qualidade, no mundo real, é sim um fator &#8220;negociável&#8221; e por isso falhas, insatisfação do cliente e o retrabalho aumentam drasticamente. Em seu ponto de vista, qual o problema em fazer da qualidade uma constante ao projetar software ?</strong></p>
<p>O dia em que o chefe absoluto da sua empresa for um engenheiro que passou por tudo isso que você esta passando, pode ser que isso não mais aconteça.</p>
<p><strong>8++. Como você tem mantido organizadas atividades profissionais na Vex e projetos pessoais ? Utiliza-se de ferramentas ou técnicas de organização pessoal ou tem mantido tudo nos renomados checklists (i.e. Remember The Milk) ? E como tem feito uso de tais ferramentas ? (dica de <a href="http://twitter.com/chanelym" target="_blank">@chanelym</a>)</strong></p>
<p>Já inventei muito para me organizar, hoje eu posso dizer que eu alcancei uma forma prática e funcional de me organizar bem. Eu pratico muitos conceitos do GTD e tenho duas principais ferramentas, um gerenciador de tarefas, utilizo o Things (<a href="http://culturedcode.com/things/" target="_blank">http://culturedcode.com/things/</a>), que me acompanha em meus computadores, iPhone e futuramente no iPad, e um bom calendário (iCal), paralelamente utilizo muito o AddressBook, tudo sincronizado com Push.</p>
<p>Chegou a hora delas, as palavras finais&#8230;</p>
<p>Novamente, obrigado por aceitar o convite <img src='http://programe.me/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Parabéns pela iniciativa do blog, continue sempre escrevendo, foi um prazer responder a sua entrevista. Boa sorte e continue firme e forte, pois enxergo em você um potencial muito grande.</p>
<p>Meu blog empoeira às vezes, mas para quem quiser visitá-lo: <a href="http://blog.marcelotoledo.org " target="_blank">http://blog.marcelotoledo.org</a>.</p>
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		<title>8++ perguntas para @loiane</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 22:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hlegius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
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		<category><![CDATA[developers]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[Loiane Groner ( @loiane ) é uma programadora Java, casada , capixaba, tem 23 anos cronologicamente comprovados em cartório e mora atualmente em Campinas, interior de São Paulo. Bacharel em Ciência da Computação, trabalha como Java Developer/IT Specialist em um projeto internacional na IBM – Hortolândia-SP. 1. Cientista da computação e trabalhando com Java. Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.loiane.com/sobre/" target="_blank">Loiane Groner</a> ( <a href="http://twitter.com/loiane" target="_blank">@loiane</a> ) é um<strong>a </strong>programador<strong>a</strong> Java, <strong>casada</strong> , capixaba, tem 23 anos cronologicamente comprovados em cartório e mora atualmente em Campinas, interior de São Paulo.</p>
<p>Bacharel em Ciência da Computação, trabalha como Java Developer/IT Specialist em um projeto internacional na IBM – Hortolândia-SP.</p>
<p><strong>1.</strong> <strong>Cientista da computação e trabalhando com Java. Como foi seu primeiro contato com essa área e qual foi o motivo &#8211; se é que houve motivos especiais &#8211; que a motivou a seguir em frente ?</strong></p>
<p>No começo sempre quis seguir a carreira de direito, mas não gostava de decorar história pra passar no vestibular. Resolvi mudar para a área de exatas, pois sempre gostei muito de física e matemática, e entre as carreiras possíveis escolhi ciência da computação pois sempre gostei de explorar o computador desde que ganhei o meu primeiro, aos 10 anos de idade (e o coitado vivia no conserto por causa disso! rs).</p>
<p>Entrei na faculdade sem nem sequer saber que raios era a tal da programação. Tive um pouco de dificuldade no início, para aprender lógica de programação, mas decidi que iria aprender aquilo de qualquer jeito e comecei a estudar bastante. Chegava a estudar lógica por umas 5 horas/dia no primeiro período da faculdade. Até que no final do período já tinha gosto por programar em portugol e não sentia mais dificuldade, aprendi a “manha”.</p>
<p>Minha primeira linguagem de programação foi Pascal, mas tinha muitas limitações. Depois ouvi sobre o tal de Java (na época java estava super na moda). Uma professora sugeriu começar um grupo de estudos fora do horário da faculdade para aprendermos a linguagem. E aí fiquei apaixonada e até hoje mantenho esse “casamento”.</p>
<p><strong>2.</strong> <strong>Ao que consta, o primeiro programador foi na realidade uma programadorA &#8211; <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Programmer" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Programmer</a> -, porém, mesmo assim o espaço das programadoras é bem pequeno. Acha que há algum tipo de impedimento ou preconceito que esteja dificultando mais programadoras ?</strong></p>
<p>Essa é uma questão que há anos intriga os pesquisadores da área. A escassez da participação de mulheres não ocorre apenas na computação, mas em qualquer carreira científica. A taxa de mulheres na graduação de exatas sempre foi baixa, mas depois de 2000 esse número descresceu ainda mais.</p>
<p>A ACM e a SBC estão bem empenhadas para divulgar e tentar trazer mais mulheres para a área.</p>
<p>Na minha opinião, o que ajudaria muito seria introduzir o estudo da programação básica ainda no ensino médio, pois é nessa época que começamos a pensar em qual profissão iremos seguir carreira. Assim, mais garotas (e também garotos) ficariam atraídos pela área, e muitos decobririam aptidão e vocação que às vezes nem sabem que têm.</p>
<p><strong>3.</strong> <strong>Eu já pude ver algumas pessoas um pouco decepcionadas com as provas de certificação da Sun para a linguagem Java &#8211; o que não inclui a SCEA, claro &#8211; Você inclusive foi uma delas <img src='http://programe.me/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Essa forma facilitada está fazendo a certificação perder seu valor &#8220;no mercado&#8221; tornando-se um belo quadro ou elas ainda tem seu valor para o profissional ?</strong></p>
<p>A certificação nunca tem o objetivo de desvalorizar o profissional, muito pelo contrário. O que acontece com a certificação da SUN é que atualmente, ficou muito fácil de passar. Bastam 2 meses de estudos e decoreba que você passa, ou seja, “qualquer um” consegue uma certificação SCJP, até mesmo quem nunca programou em Java.</p>
<p>Vamos ver se com a reformulação da Oracle isso vai mudar agora. O que eu acho que a maioria dos profissionais java esperam, é que seja cobrado na certificação problemas e cenários presentes no dia-a-dia de um profissional java, valorizando a experiência, e não apenas decorar para daqui a um mês esquecer tudo.</p>
<p>O que quero deixar bem claro é: se tiver vontade de tirar a certificação por você mesmo, ou seja, para aprender mais sobre Java, vai fundo, porque você vai ser valorizado por isso. Mas se quiser tirar a certificação só pra colocar no currículo (decorar pra passar), não é o fato de ter a certificação que vai ajudar a conseguir um emprego, até porque fora do Brasil, certificação da SUN não é muito valorizada, aliás, os caras lá fora nem vão ler o seu currículo, só irão te entrevistar pra ver se você realmente sabe o conteúdo.</p>
<p>Essa é minha opinião pessoal. Esse assunto é um pouco complicado de abordar, já gerou várias brigas em listas de discussão, é igual política, cada um defende um lado! rs</p>
<p><strong>4.</strong> <strong>Há várias aplicações, inclusive Bancos, que utilizam o Java no backend e fazem integração para rodar PHP como frontend dessa aplicação Java. Como você enxerga este fato ? Pelo que sei, esta parte é uma das mais &#8220;XML based&#8221; dos padrões JEE. Há implementações JEE que trabalham seguindo a linha &#8220;Convenção sobre Configuração (CoC)&#8221;, trazendo uma boa melhoria eliminando tanto XML. Mesmo assim, o modelo Controller (Servlets) e View (JSP, JSTL) do JEE é visto como um problema para a comunidade ou acredita que haja outros motivos para essa adoção hibrida ?</strong></p>
<p>Acredito que essa mixagem de linguagens se dá por alguns fatores:</p>
<p>O contra do PHP nesses casos é a fraca implementação OO, o que leva a pouco reaproveitamento de código e dificulta a manutenção por isso. Porém, a curva de aprendizado do PHP é pouco íngreme. Por outro lado, temos o Java, com implementação OO bem forte, mas a curva de aprendizagem é longa e íngreme. Sem contar o fato que ás vezes, muitas empresas não migram totalmente seus sistemas para Java justamente por esse fato, o que resultaria em alto custo de treinamento dos funcionários.</p>
<p>Hoje há uma certa flexibilidade entre linguagens e diferentes sistemas, então é legal explorar esse lado e usar o que cada linguagem tem de melhor para oferecer.</p>
<p><strong>5.</strong> <strong>Trabalha especificamente com Web. Qual o motivo da escolha pelo Java ?</strong></p>
<p>Comecei com Java no meu estágio e depois nunca parei. Meu trabalho foi sempre voltado para web, que acredito ser a maior demanda hoje, independente de linguagem. Me colocaram para trabalhar com web e aqui estou – só trabalhei em um projeto desktop até hoje. Gosto bastante da área, bem eclética, há centenas de recursos que pode-se usar, às vezes fica até difícil escolher o que usar.</p>
<p>Java oferece vários recursos nativos da própria linguagem, além de vários frameworks no mercado, como Spring, JSF, Struts, Vraptor (um brazuca que é ótimo). Sem contar com a mixagem de frameworks que se pode fazer, tanto no lado servidor, quanto no lado do cliente (browser).</p>
<p><strong>6.</strong> <strong>No <a href="http://www.loiane.com/" target="_blank">seu blog</a> é fácil perceber que há vários artigos sobre o lado frontend de uma aplicação. É sua preferência ? Por quê ?</strong></p>
<p>No último ano troquei de empresa e tive oportunidade de aprender novos frameworks. Sempre trabalhei muito com código do lado servidor. Nessa nova experiência, tive oportunidade de trabalhar com código do lado cliente (browser) e aprendi mais javascript. Comecei a aprender ExtJS (framework javascript) e JQuery, que são maravilhosos e poupam muito o tempo do desenvolvedor.</p>
<p>Hoje divido meu tempo entre frontend e backend. É legal porque nos torna um profissional mais completo. Profissional java web, além de saber Java e frameworks, também tem que saber javascript, HTML e CSS, senão fica um profissional incompleto. Temos que desenvolver a aplicação pensando no usuário (que pensa que é mágica que acontece por trás da tela!), por isso também gosto do frontend.</p>
<p>No meu blog faço um log de algumas coisas que estou aprendendo, estudando. Às vezes é fácil encontrar na internet aquele exemplo bem básico, mas quando precisa fazer alguma integração com outra tecnologia é mais complicado de encontrar. Faço meus testes e publico no blog, assim, quando precisar novamente daquilo já tenho um passo a passo pronto, além de poder ajudar outras pessoas que podem ter as mesmas dificuldades.</p>
<p><strong>7.</strong> <strong>A Oracle já colocou sua &#8220;cara&#8221; nos sites que pertenciam a Sun. Essa aquisição trouxe temores à comunidade Java ? O que esperam do futuro da linguagem ?</strong></p>
<p>Há muita coisa sobre a Oracle que a gente ainda não sabe. Acho que só esperando pra ver. A Oracle já comprou várias empresas e muita coisa mudou para elas, mas acho que nenhuma compra foi tão importante e deu tanto o que falar quanto a compra da SUN.</p>
<p>Uma coisa já sabemos: a Oracle vai continuar com o suporte aos JUGs – grupos de usuários java. Enviaram uma carta aos JUG leaders. A nossa preocupação agora é se esse suporte vai ser tão bom quanto a SUN nos dava. Pelo menos foram bem receptivos com a gente.</p>
<p>Recentemente anunciaram algumas mudanças na certificação. Isso pode trazer tanto pró como pode ser contra. A Oracle tem a fama de precisar fazer curso para tirar certificação, o que seria ruim. Por outro lado, talvez mudem um pouco o processo da certificação e a melhore, trazendo de volta o status que uma certificação Java tinha antigamente.</p>
<p><strong>8.</strong> <strong>Já estive presente em seminários &#8220;Javeiros&#8221; e foi comum ouvir horrores sobre o PHP. Mesmo sendo ele tachado como &#8220;ridículo&#8221; pelos Javeiros, a adoção dele por empresas de gente grande é elevada &#8211; Yahoo!, Flickr (agora Yahoo!), Last.fm, Digg, Facebook, &#8230; &#8211; além das recentes &#8220;amizades&#8221; com Microsoft e Adobe. O que você pensa sobre esse #flamewar que o pessoal do Java faz contra o PHP. #off : (olha lá, sou developer PHP, hein !? =P ) /off</strong></p>
<p>Flamewar não faz bem para ninguém. Há muitos desenvolvedores que são apaixonados pela linguagem, como os profissionais Java. Mas ser radical é ridículo. As pessoas precisam aprender que a linguagem é apenas uma ferramenta de trabalho. Java pode ser melhor para certos tipos de sistemas, PHP para outros, C/C++, C#, Ruby, Cobol, e assim por diante.</p>
<p>Uma linguagem não é melhor do que a outra, temos que saber usar e saber o que aplicar para cada tipo de situação.</p>
<p>Não adianta eu falar que PHP/Java/C# é a melhor linguagem do mundo sendo que preciso desenvolver um sistema para mainframe. Nesse caso, não há linguagem melhor do que cobol. E aí?</p>
<p>Hoje as empresas não buscam mais aquele cara que só sabe uma linguagem. Para se destacar hoje no mercado, é preciso ser um profissional “multi-línguas”. Aquela pessoa que for muito xiita, não vai se sair muito bem&#8230;</p>
<p><strong>8++.</strong> <strong>Entre os developers Java, parece que há uma certa afinidade com o Ruby (e o Rails) que carrega a bandeira ágil, o qual possui um manifesto criado por dezessete developers muitos deles developers Java. Qual é a explicação para essa afinidade em seu ponto de vista ?</strong></p>
<p>Ruby é a linguagem do momento, da moda, que as pessoas dizem ser a linguagem do futuro.  Ruby tem vários recursos incríveis, além de ser rápida para codificar. Como já citei na resposta anterior, hoje o profissional procurado é aquele que não tem problema de se adaptar para usar uma outra linguagem, ou várias ao mesmo tempo. O “in” é usar o que tem de melhor de cada linguagem para construir um sistema mais robusto, mais potente. E com certeza Java e Ruby é uma ótima combinação!</p>
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