Arch Linux: uma segunda análise

Salve!

Como eu cheguei a comentar no post anterior, eu acabei bagunçando meu Slackware, após uma atualização mal-sucedida usando o Slackpkg. Não que tenha sido erro do Slackpkg, pelo contrário, eu quem esqueci de jogar na blacklist dele, os pacotes referentes aos elfs do sistema seguido da glibc. Isso resultou numa bagunça tão grande, que nem valia mais o esforço de tentar recuperar tudo e acabei por fim, “backupeando” meus dados e formatando novamente minha humilde HD Sansung de 40GB IDE.

Nessa hora, eu resolvi aproveitar que o modo texto ainda funcionava, e acessei o IRC no canal do archlinux.br na rede freenode.net quando comecei a conversar com o povo de lá, e me deu uma vontade de instalar novamente o Arch na minha máquina.

Baixei a ISO Arch-base, que contém apenas o necessário para você ter um sistema funcional instalado, pois não tinha muito tempo a perder, afinal, preciso colocar a casa em dia para trabalhar! Sobre a instalação o que tenho a dizer é que ela é um pouco, diria, levemente mais complexa do que a do Slackware, mas nada muito agravante, apenas você terá que editar 5 ou 6 arquivos, incluindo: /etc/hosts; /etc/rc.conf e mais uns aí que não me recordo.
Após reboot, eu já podia usar meu sistema Arch Linux v0.8 de code-name Voodoo tranquilamente, pois uso rede por dhcp.
Com isso, atualizei meus repositórios locais usando o pacman (ah! eu ainda lembrava dele!)

# pacman -Sy
Após atualizar, eu já fui instalando meus pacotes prediletos como Xorg e suas dependências o irssi para ir levando um papo com o povo do IRC enquanto o pacman instalava, e o Fluxbox para poder começar a brincar. Logo depois foi substituido pelo KDE, afinal, usei por muiiito tempo o Gnome no meu Slackware.

Tudo maravilha, mas ainda me restava uma dúvida: e se eu quiser customizar meu pacote ? Exemplo, ao compilar o PHP eu habilito diversas coisas… se eu usar o Pacman, por exemplo, como saberei que está tudo lá, e pior, como habilitar/desabilitar o que eu preciso/quero ?

ABS (The Arch Build System)
Foi nessa hora que eu acabei conhecendo alguém que não tinha conhecido quando usei Arch na primeira vez, há um ano atrás: o ABS, ou Arch Build System.

Ele, permite que você baixe o pacote pré-configurado dos repositórios do Arch, e usando seu PKGBUILD padrão, você só precisa editar esse arquivo que contém nada mais, nada menos que a relação das dependências desse pacote, informações sobre o mesmo e o comando ./configure nu e crú, prontinho esperando para que você o edite da melhor maneira possível.
Após editar seu PKGBUILD você só precisa rodar um makepkg para ele compilar seu pacote novo, e depois um pacman -A nome_do_novo_pacote.pkg.tar.gz

# makepkg
# pacman -A nome_do_novo_pacote.pkg.tar.gz

Pronto! Você terá um pacote totalmente customizado e na árvore do seu pacman!
Sem USE flags (vide Gentoo), sem sofrimento para criar suas próprias builds.

Vendo isso, eu decici: ficarei no Arch Linux a partir de hoje, ou pelo menos, até o próximo feriado prolongado :)

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